Com
tantas idas e vindas, finalmente decidimos ficar. Aparentemente, o sossego que
tanto desejei havia chegado. Estávamos ali, dois que agora eram um.
Infelizmente o manter-se um é muito mais difícil que tornar-se um.
Com
o dia-a-dia e a calmaria, digo que nos conhecemos verdadeiramente, talvez, ou
melhor, com toda certeza, a calmaria tem sido pior do que toda a turbulência
que passamos juntos.
A
rotina tem me pegado desprevenida, e a certeza que estará ali no fim do dia,
com as mesmas reclamações e o mesmo assunto nunca acabado, tem me feito pensar
se é ou não realmente bom voltar pra casa. Que droga, hein?
A
convivência tornou-se complicada, muito mais pelas semelhanças do que pelas
divergências. Semelhanças digo pelo aspecto de sermos tão cabeças duras e não sabermos “dar o braço a torcer”. Nesse
aspecto somos tão parecidos. Nesse.
E
com todas nossas idas e vindas, nunca imaginei que depois de ficar, o que eu
mais conseguiria desejar era ir... Ir, apenas ir, como sempre foi, pois tem sido
muito difícil ter para onde voltar.

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