segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Permanência.

Com tantas idas e vindas, finalmente decidimos ficar. Aparentemente, o sossego que tanto desejei havia chegado. Estávamos ali, dois que agora eram um. 
Infelizmente o manter-se um é muito mais difícil que tornar-se um.
Com o dia-a-dia e a calmaria, digo que nos conhecemos verdadeiramente, talvez, ou melhor, com toda certeza, a calmaria tem sido pior do que toda a turbulência que passamos juntos.
A rotina tem me pegado desprevenida, e a certeza que estará ali no fim do dia, com as mesmas reclamações e o mesmo assunto nunca acabado, tem me feito pensar se é ou não realmente bom voltar pra casa. Que droga, hein?
A convivência tornou-se complicada, muito mais pelas semelhanças do que pelas divergências. Semelhanças digo pelo aspecto de sermos tão cabeças duras e não sabermos “dar o braço a torcer”. Nesse aspecto somos tão parecidos. Nesse.
E com todas nossas idas e vindas, nunca imaginei que depois de ficar, o que eu mais conseguiria desejar era ir... Ir, apenas ir, como sempre foi, pois tem sido muito difícil ter para onde voltar.
  

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ah! O amor!




Fico besta como alguém pode amar e desamar tantas pessoas, em tão pouco tempo... Pra mim, amor sempre foi algo além.
O amor não acontece de uma hora para outra. Tu não acordas num belo dia e já ama a pessoa. Tu constróis, na verdade tu não, vocês. Porque amor não depende de uma pessoa, e sim, de duas, que depois de amar, se tornam uma.
Amor também não acaba de uma hora para outra, ele vai se desgastando, até chegar ao ponto de tu olhares para a outra pessoa e se perguntar: “Como pode chegar a isto?“ E ai é o fim... O fim no sentido do amor homem e mulher, pois, quem ama de verdade nunca deixa todo e completo sentimento acabar, sempre fica aquele “querer bem” no peito. E apenas quando fica esse sentimento, pode se ter certeza que de fato era ou é amor.