domingo, 7 de dezembro de 2014

Rima.

“Então amor também acaba? Não sei. Mas sei que ele se transforma em matéria-prima. Vira raiva, ou rima.”
Ouvi isto algum dia, em algum lugar. Me perdoem se for de algum poeta ou romancista famoso, ou não famoso – eu realmente não recordo-me de quem seja – mas, está frase, ou poema – não sei – se encaixa tão perfeitamente em todas as situações. Vejamos.
Quando se ama alguém, e as coisas acabam como um verdadeiro desastre, todo aquele amor vira raiva. Você sente-se mal por ter doado tantos anos de sua vida a alguém que no fim das contas, deixou-te, sem importar-se com os planos ou os sonhos.
No entanto, há aqueles casos em que o termino é difícil, mas aceitável, apenas a incompatibilidade de genes torna-se superior ao tão famoso amor, aí sim, ele torna-se rima. Porém, eu não encaro como rima o fato de escreveres sobre aquilo, publicar um livro, ou apenas ter um blog com textos a respeito disto. Acredito que a rima, é deixar guardado em si as coisas boas do que se viveu, amadurecer com as ruins, aprender a superar e a permitir-se.

Sei que é muito difícil rimar depois de quebrar a cara, principalmente, quando depende-se de outra pessoa para que as rimas fiquem boas. Pois, as melhores músicas, os melhores poemas, tiveram parceria, então, que tal aproveitar essas velhas rimas para compor algo novo? Claro, sem as dores do antigo, apenas as lições. Usar as antigas rimas, como base para uma mais nova e bela rima.