“Então
amor também acaba? Não sei. Mas sei que ele se transforma em matéria-prima. Vira
raiva, ou rima.”
Ouvi
isto algum dia, em algum lugar. Me perdoem se for de algum poeta ou romancista
famoso, ou não famoso – eu realmente não recordo-me de quem seja – mas, está frase, ou poema –
não sei – se encaixa tão perfeitamente em todas as situações. Vejamos.
Quando
se ama alguém, e as coisas acabam como um verdadeiro desastre, todo aquele amor
vira raiva. Você sente-se mal por ter doado tantos anos de sua vida a alguém que
no fim das contas, deixou-te, sem importar-se com os planos ou os sonhos.
No
entanto, há aqueles casos em que o termino é difícil, mas aceitável, apenas a
incompatibilidade de genes torna-se superior ao tão famoso amor, aí sim, ele
torna-se rima. Porém, eu não encaro como rima o fato de escreveres sobre
aquilo, publicar um livro, ou apenas ter um blog com textos a respeito disto.
Acredito que a rima, é deixar guardado em si as coisas boas do que se viveu,
amadurecer com as ruins, aprender a superar e a permitir-se.
Sei
que é muito difícil rimar depois de quebrar a cara, principalmente, quando
depende-se de outra pessoa para que as rimas fiquem boas. Pois, as melhores
músicas, os melhores poemas, tiveram parceria, então, que tal aproveitar essas
velhas rimas para compor algo novo? Claro, sem as dores do antigo, apenas as
lições. Usar as antigas rimas, como base para uma mais nova e bela rima.
