sábado, 6 de setembro de 2014

Estações.



Em noites quentes como está, eu tenho noção de o quanto minha cama é grande... Minha cama.
            Sabe, tudo agora é muito estranho. Estava tão acostumada a ser nosso, que quando uso uma palavra tão egoísta quanto está, sinto-me incompleta, e na realidade, estou.
            A quem quero enganar? Eu sei – e você também sabe – que seu lugar é, sempre foi, e sempre será aqui, na nossa cama. Nossa...
            Quando me deixaste, estava frio, e sendo sincera, eu não sentia tanta sua falta.
            O inverno, de certa forma, me aquecia. Ele ocupava minha alma com aquele calor superficial que os cobertores e agasalhos me proporcionavam.
 Nas noites frias, eu me envolvia num casulo artificial e passava a noite daquela forma, sem ter noção do quanto eu estava sozinha.
O inverno passou, saí do casulo e lá estava eu, na nossa cama – agora, apenas minha– sozinha e tendo dimensão do quão grande ela é, ou talvez, ela nem seja assim tão enorme, e sim, a solidão que em mim encontra-se seja...


                

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