A
calmaria que nunca tive, a simplicidade que sonho ter, a resposta das minhas
perguntas. Talvez seja a certeza, minha única certeza. Tudo aquilo de bom que
eu sonho ser, o que sonho ter.
Quando
as coisas estão turbulentas aqueles lindos olhos transparentes estão lá, sempre
estão lá no fim da noite.
Aquele
olhar que me acalma.
Poderia
passar horas aqui, falando sobre seus olhos. Falaria tudo aquilo que nunca
disse, mas não agora, agora não é o momento.
Que
falta você me faz, meu chapa, e que falta. Não tem ninguém mais para me
acalmar. Eu sei, isso é egoísmo, você precisa brilhar por aí. Mas não dá, com
toda certeza não tá dando.
Sei
também que me vê azulejar com seu
binóculo, no entanto, eu preferiria que você me visse aqui, de perto, como era,
como sempre foi e sempre deveria ser.
Hoje
eu tive mais uma briga daquelas, e que falta você me fez... Não teve nenhum
olhar profundo e transparente me encarando, me fazendo cair na real e ter aquela vontade de largar toda essa merda, afinal, você sabe, meu lugar não é aqui.
Eu
sei, eu sei, você é livre. Eu também costumava ser. Mas, você deveria ao menos
aparecer, porque está muito difícil viver longe desses seus lindos olhos
grandes.
Para P.

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