Não era para ambos estarem naquele jantar na
noite fria de 22 de julho. Coincidência ou não, estavam.
Ela
chegou depois dele. Ele de imediato notou sua presença. Ela sentou-se à frente
dele e em seguida sorrisos foram trocados.
Com o
passar das horas, a conversa estabeleceu-se. Ela sorrindo sem maldade e ele,
querendo conhecer as loucuras existentes nela.
Falaram
sobre livros, música e política.
Sobre
ela, ele pensou: “Que mulher incrível”. E sobre ele, ela comentou: “ Interessante,
até. ”
Mais
horas foram passadas, e as afinidades foram se encontrando. Ambos esquerdistas
e fãs do Modernismo. Ela sorria e falava sem parar. Ele, escutava-a e fazia
comentários pausados a cada bebericada que ela dava no copo de conhaque.
Sem
parar por um instante da noite de manter contato visual, as horas de conversa,
pareceram segundos, e já pelas tantas da madrugada, ela decidiu ir.
Ele, ofereceu a ela carona, ela relutou em
aceitar, mas aceitou.
O caminho parecera curto
comparado a ida. Em alguns minutos chegaram ao destino.
Ela saltou do carro e cambaleou –
não por ter bebido demais, mas, por ser desastrada – ele segurou-a prontamente.
Sorrindo sem jeito, ela aproveitou a
proximidade para dar a ele um abraço de despedida. Um longo silencio foi
estabelecido e um beijo trocado com os olhos logo em seguida.
De forma cuidadosa, ele pediu a
ela seu telefone. Ela sorrindo, com os olhos e lábios, deu entre risos suaves
seu número.
Um outro olhar profundo trocado e
ela entrou em sua casa, sem acreditar no ocorrido.
Alguns minutos passaram-se até
seu celular tocar. É uma mensagem. Sim dele. Nela dizia: “Nos vemos em breve,
querida“. E eles se viram, muitas e muitas outras vezes. Isso foi apenas o
início.

cansei de esperar.
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