segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O - não tão - esperado.

                
Quando você menos espera, o que se tanto espera – ou em alguns casos, menos espera-se – acontece.
 Não era para ambos estarem naquele jantar na noite fria de 22 de julho. Coincidência ou não, estavam.
                Ela chegou depois dele. Ele de imediato notou sua presença. Ela sentou-se à frente dele e em seguida sorrisos foram trocados.
                Com o passar das horas, a conversa estabeleceu-se. Ela sorrindo sem maldade e ele, querendo conhecer as loucuras existentes nela.
                Falaram sobre livros, música e política.
                Sobre ela, ele pensou: “Que mulher incrível”. E sobre ele, ela comentou: “ Interessante, até. ”
                Mais horas foram passadas, e as afinidades foram se encontrando. Ambos esquerdistas e fãs do Modernismo. Ela sorria e falava sem parar. Ele, escutava-a e fazia comentários pausados a cada bebericada que ela dava no copo de conhaque.
                Sem parar por um instante da noite de manter contato visual, as horas de conversa, pareceram segundos, e já pelas tantas da madrugada, ela decidiu ir.
 Ele, ofereceu a ela carona, ela relutou em aceitar, mas aceitou.
O caminho parecera curto comparado a ida. Em alguns minutos chegaram ao destino.
Ela saltou do carro e cambaleou – não por ter bebido demais, mas, por ser desastrada – ele segurou-a prontamente.
 Sorrindo sem jeito, ela aproveitou a proximidade para dar a ele um abraço de despedida. Um longo silencio foi estabelecido e um beijo trocado com os olhos logo em seguida.
De forma cuidadosa, ele pediu a ela seu telefone. Ela sorrindo, com os olhos e lábios, deu entre risos suaves seu número.
Um outro olhar profundo trocado e ela entrou em sua casa, sem acreditar no ocorrido.
Alguns minutos passaram-se até seu celular tocar. É uma mensagem. Sim dele. Nela dizia: “Nos vemos em breve, querida“. E eles se viram, muitas e muitas outras vezes. Isso foi apenas o início.

                               

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